Naquela quarta feira fria à noite lá fomos eu, marido e o pequeno Mr T para a UTI neonatal sem sabermos sequer o que era aquilo. O que era a UTI e como nosso bebezinho ficaria lá.
Esperamos algum tempo (Não sei muito bem quanto, pois eu acho que estava meio fora da realidade) num hall gelado. Não sabíamos nem onde ficava a tal UTI. Somente o andar. Mr T dormia todo quentinho e enroladinho numa manta macia que havia sido do Mr D sem nem se dar conta do que acontecia. Até que uma médica veio ao corredor e fez quinhentas mil perguntas. Preencheu uns papéis e disse que depois a enfermeira viria ao corredor buscá-lo. É engraçado como algumas coisinhas marcam a gente, a nossa memória. Uma dessas coisas (entre tantas outras que aconteceram depois, mas essa em especial) foi o momento que ele foi levado pra dentro. Acho que vou precisar de bastante terapia pra digerir isso melhor... Rs. A enfermeira chegou e nos explicou que não poderíamos entrar com ele. Ele seria levado, preparado e somente depois nos chamariam para entrar. Ela pegou ele do meu colo todo quentinho e dormindo, tirou rapidamente a manta que o enrolava, me devolveu e foi embora corredor afora até sumir numa porta que eu não sabia a onde levava. Dá pra entender? Aquele serzinho morou dentro de mim por nove meses, depois nasceu e eu não saí de perto dele em nem um momento até aquela hora. De uma hora pra outra ele vai com alguém que nunca ví para um lugar que nunca conhecí. Junta isso com os hormônios bagunçados, pontos recém dados e cortes recém feitos . Imagina a cabeça aqui... aloprando total...rs.
Depois de algum tempo que o haviam levado, nos chamaram, esplicaram todo o procedimento e nos levaram para dentro. Lá estava MrT. Dormindo na incubadora só de fraldinha. Já era bam tarde, uma 21:00 e nos informaram que não poderíamos dormir lá. A visita terminava às 22:00. Peraí: como assim ? Eu tinha que ir embora assim ? Deixar ele com um monte de gente que nunca tinha visto? Isso mesmo. Desmoronei. Vim pra casa e nem sei como passou aquela noite. Até hoje não lembro. MrD não entendia nada. Não sabia porque o irmão “novinho em folha”não estava mais em casa.
Então, a partir daquele momento, descobri a arte da espera. Não adiantava me descabelar e me desesperar (apesar de eu ter feito as duas coisas). Só o tempo diria como seriam aqueles dias ali. A verdade era que meu pequeno MrT precisava da minha força mais do que nunca e naquele momento eu deveria mostrar a ele que eu seria forte por nós dois.
Logo na quinta pela manhã (manhã seguinte à internação), saiu o resultado do EAS e deu negativo para tudo. Ficamos muito felizes, pois parecia que havia sido alarme falso. Ao que tudo indicava, só esperaríamos o resultado da cultura que sairia na sexta e se fosse negativo como o pediatra imaginava (baseado no EAS), teríamos alta e deixaríamos tudo para trás felizes e contentes.
Na sexta feira às 13:00 fomos informados que a cultura havia sido positiva e que provavelmente MrT ficaria internado 10 dias. Infecção urinária. Mais um soco no estômago.
Ainda bem que meu coração de mãe não falhou. Aquela infecção poderia ter se tornado uma septicemia se eu não houvesse insistido tanto que o meu pequeno tinha algo errado. Agradeço todos os dias pela minha insistência com relação à isso.
Grazi

olá grazi q sufoco vc passou hein espero q seu pequeno esteje bem agora.Mande mais noticias estou gostando muito de acompanhar um pouco da sua historia apesar dos perrengues q vc passou estou anciosa para ver os dois quando vai postar fotos deles aliás porque MR D e MR T estou curiosa vc esta fazendo suspense rsrsrsrrs bjs sorte ai com os dois até.
ResponderExcluirGrazi, acabei de encontrar o seu blog e todos os seis dias que tive meu pequeno Rafael na UTIN me vieram a tona. É desesperador mesmo e só quem passou por isso sabe como é essa realidade. Mas graças a Deus meu pequeno está forte e saudável. Com quase seis meses de vida. Espero que dê tudo certo pra vcs e seu pequeno Mr T. Bjssss
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