A partir daquela sexta feira, eu tive que me conformar que por mais ou menos 10 dias (poderia até ser mais,dependendo da resposta ao antibiótico) eu não poderia levar meu pequenininho de volta para casa. Ficou um vazio muito grande. MrD bem que se esforçava, mas não entendia porque o irmãozinho não estava mais em casa. E pior: porque a mamãe também não voltava. Foi bem difícil.
Os Pais podiam entrar a partir das 9:00 hrs e mães que amamentavam no seio, a partir de 8:30. Todo dia às 8:00, lá estava eu. Quase sempre eu era a primeira a chegar. Eu ainda tinha MUITA dificuldade com a amamentação e muita dor, porém, foi melhorando com o tempo e Mr T mamava no seio na UTI. Mas havia um problema além da dor. Mr T deveria mamar de três em três horas sem discussão (????). Nem hora a mais, nem a menos. E olha que o pobrezinho tinha só 6 dias. Até aí tudo bem. Ele se adaptou à rotina tranquilamente, pois já mamava certinho em casa (nos poucos dias que em casa ficou). O problema é que ele não acordava de madrugada para mamar, já dormia a noite inteira, mas por rotina da UTI, ele era acordado porque TINHA que mamar de 3 em 3 até de madrugada. Como eu não estava lá nesse horário, davam Similac à ele. Depois de todo meu esforço em amamentá-lo exclusivamente no seio, ele acabou tomando fórmula, coisa que eu definitivamente não queria que tivesse acontecido tão cedo. Lá eles possuem um lactário, onde as mamães podem tirar o leite e deixá-lo para os filhos para o horário que elas não possam amamentá-los. Acontece que para mim não adiantava muito, já que o Mr T era grande e mamava por muito tempo. Cerca de 45 minutos. Então, duas horas depois de acabar, ele mamava novamente. Nesse meio tempo eu não tinha leite suficiente para ainda tirar e deixar para a madrugada. Foi aí que resolvi relaxar quanto à isso. Imaginei que quando saíssemos de lá e tudo aquilo acabasse, o Similac seria a menor coisa que iria me preocupar.
Por que será que tudo sempre acontece ao mesmo tempo ? Não é que Mr D ficou super doente no mesmo período? Pois é... eis que eu estava na UTI e me ligam da escola dizendo que Mr D estava com 40 graus de febre. Saí correndo (literalmente) da UTI, (marido ficou com Mr T ) e o levei ao pediatra, que viu que ele estava com amidalite. Ele nunca havia tido uma amidalite na vida ! Tinha que ser naqueles dias ? Tadinho... foi a primeira vez que ele ficou doentinho e não pude ficar com ele o tempo todo.
Ficamos na UTI por 10 dias. Saímos ainda com um exame em curso e a possibilidade deste ainda ser positivo e termos que voltar. Saímos numa sexta feira e esperamos o resultado, que sairia na segunda, rezando muito para que tudo fosse negativo. Quando chegamos em casa foi um alívio total. Nem parecia verdade sair de lá. Claro que agradeço todos os dias por ter existido a UTI, onde ele pode ficar curado, mas a verdade é que lá é um lugar onde menos gostaríamos de estar naquele momento. Nós e todos os outros pais com bebês lá dentro. Bebês que muitas vezes ficam meses até poderem sair.
Grazi
É Grazi, eu tmb agradeci muito por ter a UTIN para o Rafa poder ficar,mas definitivamente lá não era o lugar dele e mesmo depois da alta da UTIN tive que ficar com ele no quarto do hospital pra observarem ele. E foi um drama porque ele teve icterícia, mas estava super bem, mamando exclusivamente em mim, mas a pediatra não queria dar a alta dele. Queria colocá-lo no banho de luz por 24 hs. Pensa só comigo, depois de seis dias de UTIN pra que mais intervenções desnecessárias? A taxa de bilirrunina dele nem era tão alta assim pra fazer banho de luz. Eu chorei e quase implorei pra ir embora com ele. Saimos do hospital as 20:00 hs e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Assim como Mr D, Alice tmb ficou doente, vomitando muito. Tudo emocional, pode apostar. É a forma deles manifestarem o que sentem.
ResponderExcluirBj