quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como Assim UTI ?


No quarto dia do nosso pequeno T em casa, eu acordei surtando. Sim, nós, mamães recentes, com hormônios a mil por hora e mais um monte de loucuras na cabeça temos o direito de surtar e ponto. Meu pequeno não podia estar bem. Não era possível. Eu já era mamãe de um garotinho de três anos e sabia muito bem que pelo menos em algum momento Mr T deveria chorar. Ou pelo menos acordar. Ele passava o dia a dormir. Tentava dar uma olhadinha em volta de vez em quando, mas parecia que a pálpebra pesava tanto que ele não conseguia sustentá-la aberta. Eu também havia reparado que ele estava urinando bem menos e com uma manchinha cor de laranja  de vez em quando. Pra piorar meu seio ainda estava insuportavelmente machucado e o Mr T havia começado a vomitar em jato. Oh God ! 
Ainda tinha aquele peso na consciencia devido ao meu querido Mr D, que a essa altura estava ficando quase esquecido em casa (mas isso é assunto para outro post). Uma confusão.
   Fiz o obvio. Liguei novamente para o pediatra, que nos mandou irmos ao consultório. Quando chegamos lá, chorei, esperneei, mostrei toda minha indignação em relação a apatia do meu bebezinho. Não podia ser normal. Ele não podia ser tão bebê anjo (segundo Tracy Hogg...rs) daquele jeito. Essa não é uma realidade aceitável. O pediatra examinou, olhou e disse que ele estava bem., mas que só pra ficarmos todos mais tranqüilos, ele pediria uma ultra de abdome total para excluir refluxo ou aquela coisa do piloro que esqueci o nome agora. E lá fomos nós implorar por um encaixe na clinica que realiza esse ultrassom por aqui. Conseguimos e fizemos o exame. Nada no piloro, nada de refluxo, mas a bexiga continha debris (o que ????) e a médica da ultra sugeriu avaliar o exame junto com um exame de urina.
Aí começou a saga que vivi ate a semana do Natal.
   Mr T era muito pequenininho (6 dias)  para ficarmos indo pra lá e pra cá  esperando conseguir fazê-lo urinar no saquinho coletor. Era quase impossível. Então, o pediatra, com receio de que ele pudesse ter uma infecção (o que em bebês pode ser fatal se não for remediado logo), resolveu interná-lo na UTI neonatal. Pausa: soco no estômago, coração, alma... fim da pausa.
Coração de mãe não se engana. Eu tinha CERTEZA que tinha alguma coisa errada com meu bebê e estava certa.
  Quem não passou por uma coisa assim não tem idéia do que é. Eu não deixei ele na maternidade no dia que fui embora. Eu não tive ninguém me dizendo que tinha algo errado quando ele nasceu. Muito pelo contrario: seu apgard foi 10/10., ele pesava 4060 e nasceu a termo. Foi pra casa estando bem. Peraí!!! Como assim de repente eu tenho que levá-lo até o hospital para entregá-lo, depois de ter ficado com ele em seu quartinho bem quentinho junto de mim 24 hrs por dia? Pirei. Qualquer mãe piraria.
Grazi

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Mamãe e Mr T ficaram muito felizes com a sua visita. Vão ficar mais ainda com o seu comentário! Beijocas!