sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mamãe de dois Filhotes



   Que arte difícil essa de ser mãe de dois filhos! Ai, ai...

   Esse é o novo dilema que anda percorrendo meus pensamentos ultimamente: sempre no final de um dia fica um vazio, pois acabo achando que algum dos meus filhotes ganhou menos atenção que outro. E quase sempre sinto que sobra para o Mr D (ou falta, como acharem mais adequado... rs). Por ele ser o mais velho e, portanto, mais independente – se é que uma criança de quatro anos pode ser um pouco independente, rs -  ele acaba ficando um pouquinho pra trás. Hummm... aí vou dizer à vocês: no fim do dia dá até vontade de deitar na caminha dele só pra parecer que passei bastante tempo assim, grudadinha com ele. Será que ele sente mais ou sinto eu ?? hahaha.
   Mr T ainda é um pequeno bebê de quatro meses e requer muita atenção, como todas as mamães bem sabem e devem concordar comigo. Então, o dia passa correndo tanto que quando vejo acabou e o meu príncipe D ficou lá... perdido nas suas brincadeiras sem a sua “melhor amiga”, como ele diz. Acho que cheguei a uma solução! Preciso das minhas noites!! Alguém sabe como pedir à Morfeu que me devolva minhas noites ? Hahahaha!!
Beijos,
Grazi



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mr T na escola do Mr D


   Depois de todo o stress passado, perguntei na escola e me disseram que Mr D estava tirando tudo de letra. Continuava o menininho feliz de sempre sem nenhuma nova alteração. Não é que parecia que aquele mini humano de três anos compreendia mesmo o que estava acontecendo???
   Foi então que descobri que na escola dele, quando algum amiguinho ganha um irmãozinho ou irmãzinha, eles convidam a levá-lo (la) à turma para que todos conheçam o novo membro da família. Acho que é uma maneira de estimular o apego do maior com o menorzinho que acaba de nascer. E lá fomos nós!
   Genteeee... muito engraçado. A turma toda faz váááárias pergutas, tipo : “Ele come pão? ‘; “Quando ele vai andar?”; “Por que ele não tem dente?”... e por aí. Uma graça !!! Fora o fato de o Mr D ter ficado todo orgulhoso do seu irmãozinho. Foi um ótimo começo do Mr T na sociedade. Hahahahahaha.
Grazi

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vida Pós mamadeira


   Como a vida é irônica. Tanto fiz pela amamentação exclusiva no peito e meu filho só veio ficar bom mesmo depois de ter deixado o leite materno. Mais um ítem para a minha lista de situações a serem superadas... rsrs.
   Desde a introdução do Neocate (em dezembro) exclusivamente, Mr T está ótimo. Finalmente, yeeeeeiii !!!!!Nossa... foram 3 meses e meio de luta constante e muitas incertezas com relação ao que ele tinha. Ainda bem que tivemos um ótimo apoio dos médicos que nos acompanharam e que nos empenhamos em seguir à risca tudo que nos foi orientado.
   Agora tudo tem caminhado tranquilamente. Retomamos a vida normal de um bebezinho e do seu irmão, que nesse tempo foi também um herói. Não houve um só dia que ele tenha reclamado por causa da atenção dedicada ao irmão. Parecia entender tudo que acontecia e até hoje morre de amores pelo Mr T. Um fofo! Agradeço todos os dias por ele ter sido tão bonzinho e compreensivo, afinal, caso contrário, meu coração iria ficar mais apertado ainda. Para esse momento, viva nós três e o Pequeno Mr T !!!!!!
Grai

A Mamadeira da Alergia




  Pois bem, me explicaram que quando se introduz leite de vaca (ou de qualquer bicho) muito cedo na dieta do bebê, é muito provável que ele desenvolva algum tipo de alergia. Isso porque o intestino deles só fica mais maduro a partir dos seis meses de vida. É por isso que as campanhas dizem para as mamães manterem leite materno exclusivo até os seis meses. Até essa idade eles não têm muitos anticorpos e além do mais, o corpo identifica aquele leite estranho como um intruso, combatendo-o fortemente. A partir daí, cria anticorpos contra aquilo e por muito tempo depois, toda vez que entra qualquer coisa no organismo que contenha aquilo que ele combateu, o corpo entende que deve combater novamente. Uma encrenca ! Claro que existem casos e casos. Existem bebês que têm uma maior tendência à isso e a coisa fica mais severa. Existem outros que só depois de muitos meses vai aparecer a reação (como foi o caso do Mr D – só com 1 ano e 10 meses) e tbm existem aqueles que (graças à Deus) não vão apresentar nada.
   Parecia que eu sabia que alguma coisa poderia acontecer. Eu tinha passado tanto sufoco para conseguir amamentá-lo exclusivamente no peito... coisa de mãe. Aquela internação agora parecia mais azeda ainda do que eu já achava que havia sido. As malditas mamadeiras de Similac noturnas !!! Oh God !
   Saímos do consultório do Gastro com uma dieta muito radical. Como eu já estava há algum tempo sem leite e derivados mas o sangramento continuava, ele cortou várias outras coisas, como carne vermelha, peixes, ovo, qualquer tipo de castanha, leite e derivados e mais tantas outras coisas que nem me lembro. Segui à risca. E olha que é difícil se alimentar sem nada conter qualquer um desses itens. Mas não adiantava. O sangramento continuava. Resumindo: Ele sangrou todos os dias por dois meses. E bastante. O problema é que quando já existe uma ferida desse grau no intestino, ela demora mesmo para cicatrizar. É um ambiente úmido e que passa o cocô várias vezes, não deixando ficar “quietinho” para poder cicatrizar mais rápido.
   Depois desses dois meses sem melhora, foi tomada uma decisão: O leite materno seria cortado e ele entraria no Neocate para que avaliássemos se ele melhoraria. Nem conto como essa decisão foi dolorosa e levou dias. Até o pediatra relutava e tentava todas as outras coisas para não termos que fazer isso, porém, não teve jeito e com MUITA tristeza cortamos o meu leite. Apesar disso, o plano era cortar por duas semanas para que cicatrizasse e que nesse período eu tirasse o meu leite com bomba para continuar estimulando (eu doei muito leite aos bancos dos hospitais). Depois voltaríamos a dar o peito caso o exame dele ficasse bom e aí teríamos a prova dos 20.
   Então, fizemos isso. Depois de duas semanas, os exames ficaram bons e voltei a amamentá-lo no seio. Ufa ! Porém, depois de tudo isso e mais duas semanas o exame voltou a mostrar sangue oculto. Então tivemos que tirá-lo do seio de vez. Como eu chorei ! Aff !!  Neocate, aí fomos nós.
Grazi

Preocupação : O Retorno


  Quando completou uma semana que havíamos deixado a UTI, fomos ao pediatra para  a consulta de revisão (sim, meu filho tinha que ir ao pediatra várias vezes para termos certeza de que tudo ficaria bem mesmo). Tudo estava lindo e maravilhoso. Muito peso, corado, exames ok, nada a reclamar. Porém.... quando tiramos a fraldinha dele para pesá-lo, novo susto: Mr T havia evacuado uma poça de sangue. Ficamos eu e o médico sem saber o que falar. Não era possível. De novo não. O pediatra chamou uma alergista e os dois logo imaginaram ser alguma alergia.. Acontece que Mr T só mamava no peito. Colhemos material para exame e saí do consultório com todo leite e derivados que eu tomava e comia suspensos, pois eles acreditavam que poderia ser alergia ao leite que eu estava consumindo. Quando os resultados dos exames de fezes saíram, realmente não mostraram nada além do óbvio: ele tinha sangue nas fezes. Minha dieta durou, sei lá... umas duas semanas, mas ele nunca parou de evacuar sangue. Uns dias mais, outros menos, mas toda fraldinha de cocô vinha com sangue de brinde. Fomos então encaminhados à um gastropediatra. Levamos as fotos que tirávamos cada vez que evacuava para ele avaliar. Ele concordou com o pediatra e a alergista e disse que o motivo mais comum desse tipo de coisa é a alergia. Putz ! Mas a dele era beeem forte.
Grazi

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Alívio do conforto do nosso cantinho


Nossa!! Como era bom estar em casa novamente ! Tudo direitinho, Mr T mamando direitinho, urinando direitinho... Mr D curado da amidalite e feliz da vida pelo irmão ter voltado pra casa. Parênteses: Mr D visitou o irmão na UTI acompanhado da psicóloga de lá. Acho que ele ficou bem impressionado, pois quando voltamos, aquele pinguinho de ciúme do início tinha dado lugar à alegria total. Acho que ele ficou bem penalizado de ver o irmão naquela situação. Fecha parênteses.
   Para nossa surpresa, Mr T era bem calminho mesmo. Dormia a noite inteira e isso não era mais devido à infecção. Foi muito bom acertarmos nossa rotina em casa novamente.
   Na segunda, quando pegamos o resultado dos exames,  não é que apareceu uma nova bactéria na urina dele ? Ficamos neuróticos, mas o valor era tão pequeno que o Pediatra acreditou ser do canal e não da bexiga ou dos rins. Seria muita falta de sorte outro tipo de infecção. Ficamos observando-o até fazermos outro exame alguns dias depois, que nos mostrou estar tudo 100% novamente. QUE ALÍVIO!
Grazi

A UTI - Parte 2

A partir daquela sexta feira, eu tive que me conformar que por mais ou menos 10 dias (poderia até ser mais,dependendo da resposta ao antibiótico) eu não poderia levar meu pequenininho de volta para casa. Ficou um vazio muito grande. MrD bem que se esforçava, mas não entendia porque o irmãozinho não estava mais em casa. E pior: porque a mamãe também não voltava. Foi bem difícil.
   Os Pais podiam entrar a partir das 9:00 hrs e mães que amamentavam no seio, a partir de 8:30. Todo dia às 8:00, lá estava eu. Quase sempre eu era a primeira a chegar. Eu ainda tinha MUITA dificuldade com a amamentação e muita dor, porém, foi melhorando com o tempo e Mr T mamava no seio na UTI. Mas havia um problema além da dor. Mr T deveria mamar de três em três horas sem discussão (????). Nem hora a mais, nem a menos. E olha que o pobrezinho tinha só 6 dias. Até aí tudo bem. Ele se adaptou à rotina tranquilamente, pois já mamava certinho em casa (nos poucos dias que em casa ficou). O problema é que ele não acordava de madrugada para mamar, já dormia a noite inteira, mas por rotina da UTI, ele era acordado porque TINHA que mamar de 3 em 3 até de madrugada. Como eu não estava lá nesse horário, davam Similac à ele. Depois de todo meu esforço em amamentá-lo exclusivamente no seio, ele acabou tomando fórmula, coisa que eu definitivamente não queria que tivesse acontecido tão cedo. Lá eles possuem um lactário, onde as mamães podem tirar o leite e deixá-lo para os filhos para o horário que elas não possam amamentá-los. Acontece que para mim não adiantava muito, já que o Mr T era grande e mamava por muito tempo. Cerca de 45 minutos. Então, duas horas depois de acabar, ele mamava novamente. Nesse meio tempo eu não tinha leite suficiente para ainda tirar e deixar para a madrugada. Foi aí que resolvi relaxar quanto à isso. Imaginei que quando saíssemos de lá e tudo aquilo acabasse, o Similac seria a menor coisa que iria me preocupar.
   Por que será que tudo sempre acontece ao mesmo tempo ? Não é que Mr D ficou super doente no mesmo período? Pois é... eis que eu estava na UTI e me ligam da escola dizendo que Mr D estava com 40 graus de febre. Saí correndo (literalmente) da UTI, (marido ficou com Mr T ) e o levei ao pediatra, que viu que ele estava com amidalite. Ele nunca havia tido uma amidalite na vida ! Tinha que ser naqueles dias ? Tadinho... foi a primeira vez que ele ficou doentinho e não pude ficar com ele o tempo todo.

   Ficamos na UTI  por 10 dias. Saímos ainda com um exame em curso e a possibilidade deste ainda ser positivo e termos que voltar. Saímos numa sexta feira e esperamos o resultado, que sairia na segunda, rezando muito para que tudo fosse negativo. Quando chegamos em casa foi um alívio total. Nem parecia verdade sair de lá. Claro que agradeço todos os dias por ter existido a UTI, onde ele pode ficar curado, mas a verdade é que lá é um lugar onde menos gostaríamos de estar naquele momento. Nós e todos os outros pais com bebês lá dentro. Bebês que muitas vezes ficam meses até poderem sair.
Grazi

sábado, 15 de janeiro de 2011

A UTI


   Naquela quarta feira fria à noite lá fomos eu, marido e o pequeno Mr T para a UTI neonatal sem sabermos sequer o que era aquilo. O que era a UTI e como nosso bebezinho ficaria lá.
   Esperamos algum tempo (Não sei muito bem quanto, pois eu acho que estava meio fora da realidade) num hall gelado. Não sabíamos nem onde ficava a tal UTI. Somente o andar. Mr T dormia todo quentinho e enroladinho numa manta macia que havia sido do Mr D sem nem se dar conta do que acontecia. Até que uma médica veio ao corredor e fez quinhentas mil perguntas. Preencheu uns papéis e disse que depois a enfermeira viria ao corredor buscá-lo. É engraçado como algumas coisinhas marcam a gente, a nossa memória. Uma dessas coisas (entre tantas outras que aconteceram depois, mas essa em especial) foi o momento que ele foi levado pra dentro. Acho que vou precisar de bastante terapia pra digerir isso melhor... Rs. A enfermeira chegou e nos explicou que não poderíamos entrar com ele. Ele seria levado, preparado e somente depois nos chamariam  para entrar. Ela  pegou ele do meu colo todo quentinho e dormindo, tirou rapidamente a manta que o enrolava, me devolveu e foi embora corredor afora até sumir numa porta que eu não sabia a onde levava. Dá pra entender? Aquele serzinho morou dentro de mim por nove meses, depois nasceu e eu não saí de perto dele em nem um momento até aquela hora. De uma hora pra outra ele vai com alguém que nunca ví para um lugar que nunca conhecí. Junta isso com os hormônios bagunçados, pontos recém dados e cortes recém feitos . Imagina a cabeça aqui... aloprando total...rs.
   Depois de algum tempo que o haviam levado, nos chamaram, esplicaram todo o procedimento e nos levaram para dentro. Lá estava MrT. Dormindo na incubadora só de fraldinha. Já era bam tarde, uma 21:00 e nos informaram que não poderíamos dormir lá. A visita terminava às 22:00. Peraí:  como assim ? Eu tinha que ir embora assim ? Deixar ele com um monte de gente que nunca tinha visto? Isso mesmo. Desmoronei. Vim pra casa e nem sei como passou aquela noite. Até hoje não lembro. MrD não entendia nada. Não sabia porque o irmão “novinho em folha”não estava mais em casa.
   Então, a partir daquele momento, descobri a arte da espera. Não adiantava me descabelar e me desesperar (apesar de eu ter feito as duas coisas). Só o tempo diria como seriam aqueles dias ali. A verdade era que meu pequeno MrT precisava da minha força mais do que nunca e naquele momento eu deveria mostrar a ele que eu seria forte por nós dois.
   Logo na quinta pela manhã (manhã seguinte à internação), saiu o resultado do EAS e deu negativo para tudo. Ficamos muito felizes, pois parecia que havia sido alarme falso. Ao que tudo indicava, só esperaríamos o resultado da cultura que sairia na sexta e se fosse negativo como o pediatra imaginava (baseado no EAS), teríamos alta e deixaríamos tudo para trás felizes e contentes.
   Na sexta feira às 13:00 fomos informados que a cultura havia sido positiva e que provavelmente MrT ficaria internado 10 dias. Infecção urinária. Mais um soco no estômago.
   Ainda bem que meu coração de mãe não falhou. Aquela infecção poderia ter se tornado uma septicemia se eu não houvesse insistido tanto que o meu pequeno tinha algo errado. Agradeço todos os dias pela minha insistência com relação à isso.
Grazi

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como Assim UTI ?


No quarto dia do nosso pequeno T em casa, eu acordei surtando. Sim, nós, mamães recentes, com hormônios a mil por hora e mais um monte de loucuras na cabeça temos o direito de surtar e ponto. Meu pequeno não podia estar bem. Não era possível. Eu já era mamãe de um garotinho de três anos e sabia muito bem que pelo menos em algum momento Mr T deveria chorar. Ou pelo menos acordar. Ele passava o dia a dormir. Tentava dar uma olhadinha em volta de vez em quando, mas parecia que a pálpebra pesava tanto que ele não conseguia sustentá-la aberta. Eu também havia reparado que ele estava urinando bem menos e com uma manchinha cor de laranja  de vez em quando. Pra piorar meu seio ainda estava insuportavelmente machucado e o Mr T havia começado a vomitar em jato. Oh God ! 
Ainda tinha aquele peso na consciencia devido ao meu querido Mr D, que a essa altura estava ficando quase esquecido em casa (mas isso é assunto para outro post). Uma confusão.
   Fiz o obvio. Liguei novamente para o pediatra, que nos mandou irmos ao consultório. Quando chegamos lá, chorei, esperneei, mostrei toda minha indignação em relação a apatia do meu bebezinho. Não podia ser normal. Ele não podia ser tão bebê anjo (segundo Tracy Hogg...rs) daquele jeito. Essa não é uma realidade aceitável. O pediatra examinou, olhou e disse que ele estava bem., mas que só pra ficarmos todos mais tranqüilos, ele pediria uma ultra de abdome total para excluir refluxo ou aquela coisa do piloro que esqueci o nome agora. E lá fomos nós implorar por um encaixe na clinica que realiza esse ultrassom por aqui. Conseguimos e fizemos o exame. Nada no piloro, nada de refluxo, mas a bexiga continha debris (o que ????) e a médica da ultra sugeriu avaliar o exame junto com um exame de urina.
Aí começou a saga que vivi ate a semana do Natal.
   Mr T era muito pequenininho (6 dias)  para ficarmos indo pra lá e pra cá  esperando conseguir fazê-lo urinar no saquinho coletor. Era quase impossível. Então, o pediatra, com receio de que ele pudesse ter uma infecção (o que em bebês pode ser fatal se não for remediado logo), resolveu interná-lo na UTI neonatal. Pausa: soco no estômago, coração, alma... fim da pausa.
Coração de mãe não se engana. Eu tinha CERTEZA que tinha alguma coisa errada com meu bebê e estava certa.
  Quem não passou por uma coisa assim não tem idéia do que é. Eu não deixei ele na maternidade no dia que fui embora. Eu não tive ninguém me dizendo que tinha algo errado quando ele nasceu. Muito pelo contrario: seu apgard foi 10/10., ele pesava 4060 e nasceu a termo. Foi pra casa estando bem. Peraí!!! Como assim de repente eu tenho que levá-lo até o hospital para entregá-lo, depois de ter ficado com ele em seu quartinho bem quentinho junto de mim 24 hrs por dia? Pirei. Qualquer mãe piraria.
Grazi

sábado, 8 de janeiro de 2011

Breastfeeding dream (O sonho da amamentação)



   Sou uma mamãe totalmente a favor do aleitamento materno. Na verdade, tão a favor que virou um sonho de consumo... rsrsrs. É que com o Mr D não rolou como eu realmente gostaria. Ele era muito difícil, chorava muito e me deixava bastante esgotada e estressada. Acho que por isso, quando ele estava com 3 meses, meu leite acabou. Fiquei muito frustrada. Tentei de tudo. Fiz tudo que me sugeriram, mas nada adiantou. E eis que meu pequeno D começou a tomar o Nan. Eca! Mas era isso. Não tinha mais o que eu pudesse fazer. Fugiu das minhas mãos e com isso, ví meu sonho de amamentar exclusivamente no seio até os 6 meses ir por água abaixo sem que eu pudesse fazer nada mais .
   Dessa vez eu estava empenhada em conseguir realizar o meu sonho totalmente. O Mr T  seria a minha segunda chance. E não é que começamos super bem?! Na sala de parto ele já começou a mamar e em nenhum momento demonstrou qualquer tipo de dificuldade. Quando fomos para casa, ele mamava de 3 em 3 hrs certinho. Pausa: era bem estranho, né? Desde o primeiro dia já mamando de três em três, sem chorar? Nem uma reclamaçãozinha? Fim da pausa. Aí tivemos nosso primeiro problema. Meu seio doía demais da conta. Nem sabia o que era isso, pois com o Mr D eu não havia sentido nada.. Ele mamava bem. Cerca de 45 minutos, mas mamava errado. A pega não estava certa, e isso acabou com meus seios. Nada fazia ele pegar corretamente. Nada adiantou. De outra forma ele não mamava., se cansava com tanta tentativa e dormia. Fiquei tensa, nervosa, desesperada e por fim, cansada. Meus seios racharam muito e isso coincidiu com a descida do leite. Dessa vez eu tinha muito leite, muito sangue e muita dor. Uma coisa horrível. Eu chorava horrores e apelei para o pediatra do meu filho. E lá fomos nós até o consultório ver como podíamos resolver aquilo. Meu seio já estava empedrando, além dos machucados. Então chegamos a conclusão de que eu tentaria tirar com a bomba mamada sim, mamada não. Deveria ser uma bomba eficiente, que conseguisse esvaziar bem o meu seio, mas de forma que não fosse ser pior do que o Mr T sugando(em tempo: usei a G Tech, que foi ótima  alem de não ser carérrima). Tudo isso para tentar cicatrizar mais rápido. Também tentaríamos acertar a pega incorreta dele.
Então passei a tentar o copinho. Não funcionou. Ele tinha preguiça demais e o meu leitinho suado ia todo escorrendo boca afora. Colherzinha: mesmíssima coisa. Seringa (sim, apelamos para a seringa...): também não funcionou. Não tivemos escolha. Naquela mamada sim e outra não, o jeito foi usar a maldita mamadeira...  nessa sim ele aceitou. Meu seio continuou sem cicatrizar e a dor era alucinante. Tenho certeza que mil outras mamães já passaram por isso e também tenho certeza de que todas sentiram uma dor desanimadora assim como eu. Mas eu estava decidida a não desistir. Sentiria a dor que fosse, mas – dessa vez – nada iria atrapalhar minha intenção de amamentar meu filho!
Só tinha mais um problema: ele continuava preguiçoso demais. Mesmo com todo esse furdunço acontecendo, ele dormia como se não houvesse dia e não tava nem ai pra hora de mamar. Eu continuava preocupada com isso. 
Grazi

Nascimento



Nasceu Mr T !!! Como ficamos felizes ! Tão lindo aquele bebê. Pesava 4,060 (calma: foi cesárea, infelizmente), era enorme e muito fofo. Desde os primeiros momentos já era calmíssimo e mamava super bem. Todo o tempo que ficamos na maternidade, pouco o ouvimos chorar. Que maravilha! Ainda mais depois de termos tido o Mr D, que já saiu da maternidade apelidado de brabinho... rsrs. Mr T era fofo e a cara do irmão, que diga-se de passagem, é a cara do pai... oh God... nada da mamãe. Fui mesmo a incubadora, haha.
   Tudo muito tranqüilo, todos os exames ótimos, irmão super ansioso e mamãe, papai  e filhotinho prontos para ir para casa.. Tivemos alta e a volta pra casa foi ótima. Ao chegarmos, os avós maternos e Mr D esperando ansiosos pelo novo membro da família. Estava tudo muito bom até que comecei a achar o Mr T calmo demais. Dormiu a noite inteira e o dia todo. Nem pra mamar ele chorava. Eu comecei a achar tudo muito esquisito, afinal, sou mãe também do Mr D, que quando bebê, chorava sem descanso. Ok, dei a sorte grande dessa vez. Não devia ser nada de mais...
Grazi

The beginning



   Tudo na vida tem um começo. Até a própria vida.  Aprendemos desde que nascemos. Aprendemos a comer, a andar, a brincar, a escrever... tudo, tudinho.
   Como sempre gostei de novidades, aqui vou eu novamente, entrando num mundo totalmente desconhecido para mim. Não sei quase nada de internet, e sinceramente ABSOLUTAMENTE nada sobre blogs. Haha. Isso mesmo. Nada sobre blogs. Ok, como já disse, tudo se aprende na vida, basta a vontade e a motivação. Meu motivo: um ser bem pequenininho que, desde que chegou nesse planeta mucho loko, só me fez amar muito mais do que eu imaginaria ser possível e  me fez acreditar ainda mais que com força e garra somos capazes de quase tudo na vida. Capazes de superar coisas que nem acreditamos que um dia poderíamos. Um pequeno bebê que me mostrou coragem maior do que a que eu mesma possuía até conhecê-lo.
    A partir de hoje, conto a nossa história juntos. A história de nós quatro. Um pai, uma mãe, um pequeno super irmão e um bebê que mudou as nossas vidas.
Grazi