Ontem assistimos (eu e maridex) um filme muito fofo. Cartas para Julieta. Quando passou no cinema eu queria ter ido ver, mas... mãe é mãe e, portanto, acabou não dando. Alugamos e vimos ontem. É uma graça, se passa na Toscana e os cenários são realmente bem bonitos. A história é uma água com açúcar, mas é tão bonito que vale a pena.
Acontece que no final do filme, uma personagem diz uma coisa que não me sai da cabeça, pois eu a ouço com muita freqüência do maridão e tbm do pediatra do meu filho (que de tanto precisarmos dele, já acabou quase virando um familiar... rsrsrs). WHAT IF ? E SE ?
Gentem... eu sou a mulher do “e se?”. E se aquele vestido for melhor do que esse ? E se eu viajar e chover ? E se a festa for muito barulhenta para o baby? E se aquele prato do restaurante for melhor do que o outro? E se eu fizesse uma forcinha e conseguisse dividir melhor o meu tempo ? E se eu trabalhasse (fora) ? E se, e se, e se... O maridão e o pediatra dizem que dentro do "e se", existe uma infinidade de loucuras que nem deviam passar pela nossa cabeça. Que o "e se" é feito de coisas boas e ruins, e que não apenas negativas como as que normalmente rondam a minha humilde mente... rs.
Mas o pior de todos é o que tenho vivido nos últimos dias. Como já dito em um post anterior, o neuropediatra do MrT pediu um exame que me deixou aflita. Na verdade, ele pediu alguns. Já fizemos, e como o EEG deu um pouquinho alterado, e ele achou - numa observação incrível de incríveis 3 minutos - que o Pequeno mexe menos a mão esquerda do que a direita (confesso que tbm já percebi), ele resolveu pedir uma ressonância. Acontece que para bebês, a ressonância é um pouco invasiva. Tem que tomar anestesia geral (até porque no pedido ele colocou “sob anestesia”), é feito todo monitorado e com o anestesista dentro da sala. Um pouco assustador para um bebê de seis meses, né? Até aí tudo bem. Se precisa, então tá. Acontece que o pediatra dele (não o neuro) acha desnecessário nesse momento. O pediatra é ótimo e renomado por aqui. Ele acompanha o MrT de bem pertinho desde que nasceu e foi internado. De lá pra cá, vamos ao consultório toda semana (sim, por seis meses! Ufa!) e normalmente nada passa despercebido por ele. Mr T fez também uma ultra transfontanela (da cabeça, pra quem não conhece), que deu normalíssima. A médica ultrassonografista que realizou o exame – sem perguntarmos nada – nos disse que acha que no momento é desnecessária a ressonância. Que deveríamos observá-lo e se houvesse algum retrocesso, aí sim deveríamos pensar na possibilidade. MrD tem um amiguinho que a mãe é pediatra de UTI neonatal e professora universitária. Conversando comigo, ela disse que não faria a ressonância nesse momento. Marido também discorda do exame. Disse que não vê motivo (tbm, ele não é médico!!!!). E, caros amigos e amigas, nesse ponto é que me encontro. Pareço cego em tiroteio! Fui encaminhada para o neuro quando MrT estava lentinho, perdido olhando as árvores e sem balbuciar nadica de nada. Acontece que esse cenário mudou totalmente depois de todo estímulo e depois que completou seis meses. Está atento até demais e falando que é uma coisa ! Mamamã, Papapa, bababá (esse é só por causa do bebenhês mesmo!). Um fofo! Sentado desde antes de completar os seis. O problema é que agora o neuro resolveu achar alguma coisa no garoto que ninguém desconfiava! Oh God !
Perguntei a ele o que desconfiava que poderia ser e ele me respondeu : “Nada. Não vou deixar vc preocupada por dias, já que acredito que ele está ótimo. Só estou pedindo o exame para ter 100% de certeza disso e encerrarmos esse capítulo”.A verdade é que ser inteligente é duro, né ? Tem dias que eu queria tantoooo ser um pouco mais burrinha... É lógico que sei que ele disse isso porque não queria uma mãe arrancando os cabelos antes da hora, ou desnecessáriamente. Também sei quanta coisa braba pode ter passado na cabeça dele ! Enfim, como ele é amigo do pediatra, este combinou comigo que iria ligar pra ele para discutir o porque dele achar necessário o exame e para dizer à ele seu próprio ponto de vista. Agora cá estou, sem saber o que fazer direito (até porque, marido concorda com o pedi). E aí amigos, volto ao início deste post (muito longo por sinal). E se ele tiver algo e eu deixar passar ? O pediatra disse que isso não acontece, pois observaríamos ele de perto e caso ele não continue progredindo, aí discutiríamos novamente a possibilidade. E se eu tiver ido ao neuro por uma coisa que não tinha nada a ver simplesmente para que ele pudesse observar algo que realmente existia? E se, e se, e se... Ai meu Deus !!! Tomara que eu tome a decisão acertada! Torçam por mim !
Bj,
Grazi

Grá, eu tenho que escrever isso pra vc: ningém no mundo tem 100% de certeza de nada. Se o pedriatra que o acompanha a seis meses, toda semana não detectou nenhuma anormalidade, um diagnóstico de 3 minutos não pode ser levado a sério. Temos recebido no consultório vários casos de pacientes para avaliação encaminhados por neurologistas e psiquiatras que fazem uma péssima análise clínica e encominham o paciente com suspeita de retardo por exemplo. Basta conversar 50 min com o paciente para descartar essa possibilidade.É claro que fazemos toda a série de testes que descartam esses diagnósticos, mas que se fosse feita uma análise clínica mais detalhada com certeza não precisaria chegar a esse ponto. O "e se" sempre vai existir, vc precisa entender que são escolhas que excluem outras possibilidades. Faça aquilo que for melhor para o seu filho e que seja realmente necessário. Aonde vc mora tem estimulação precoce para bbs? Seria uma boa se tiver vc levá-lo para uma avaliação. Essa questão da mão mexer menos, vc pode oferecer os objetos para ele pegar com esse braço. Antes dessa ressonância leve-o a outro neuropediatra para uma nova avaliação. Espero que seu coração se acalme e vc siga seu caminho feliz e tranqulia de que fez o melhor. bjsssssssss
ResponderExcluirGrazi, eu na minha humilde opinião, acredito nas diferenças individuais, no biorítimo de cada ser humano, na influência do ambiente.... tantas coisas que podem levar uns a sentar antes, uns a engatinhar, outras a nem engatinhar, vão logo ficando de pé e se apoiando nas coisas... calma!!! Confie no seu pediatra, estimule, converse.
ResponderExcluirVou rezar por vcs! Bjs
Nunca tinha pensado nessa maneira de encarar minha indecisão: E se? Sou muito indecisa pra tudo.
ResponderExcluirAcho que a gente sempre quer o melhor (ou o que julgamos ser o melhor no momento) para nossos babies. Não vou dar pitaco, mas vou orar por vcs.
beijo